O que é
O laser de CO₂ (dióxido de carbono) é um laser ablativo: ele remove camadas muito finas da pele de forma controlada. Na versão fracionada, o feixe atinge apenas parte da área, em pequenos pontos, o que preserva a pele ao redor e favorece a cicatrização.
A remoção controlada estimula a renovação da pele e a produção de colágeno. Por isso é um procedimento mais intenso do que outros lasers, com período de recuperação.
Quando pode ser indicado
Na consulta, a médica avalia se o procedimento faz sentido para você. Entre as situações em que pode ser considerado:
- melhora da textura da pele e de rugas finas;
- cicatrizes, incluindo as de acne;
- poros dilatados e aspecto de pele envelhecida pelo sol, quando houver indicação;
- algumas lesões de pele, a critério médico, após diagnóstico.
Nem toda pessoa tem indicação, e nem toda queixa se resolve com esse procedimento. Em alguns casos, outro tratamento é mais adequado.
Como é o procedimento
O procedimento é feito com anestesia tópica ou local, conforme a área e o protocolo, e usa-se proteção ocular. Na sequência, são orientados curativos, hidratação e cuidados com a pele.
Nos dias seguintes são esperados vermelhidão, inchaço e crostas, que variam conforme a intensidade. O retorno às atividades depende do protocolo.
Riscos e quando não é indicado
Vermelhidão, inchaço, ardência, crostas e descamação são esperados. Podem ocorrer manchas na pele (escurecimento ou clareamento), infecção, reativação de herpes e, mais raramente, cicatrizes. A fotoproteção rigorosa e o seguimento das orientações reduzem riscos, mas os resultados variam e não podem ser garantidos.
Em geral não é indicado na gestação, com bronzeamento ou exposição solar recente, em infecção ativa na área, em tendência a cicatrizes elevadas (queloides), com uso recente de isotretinoína e em algumas situações de pele mais propensa a manchas, conforme avaliação.